(in)cômodo - 2012

ilustração para a instalação (in)cômodo
aquarela s/ papel
36 x 32 cm
2011

(in)cômodo
instalação - tijolos, cimento, cama de madeira e vaso de planta
220 x 400 x 300 cm
2012 

(in)cômodo
instalação vista de outro ponto















foto: renato slot ranquine
(in)cômodo
instalação vista por dentro


   (in)cômodo
   detalhe da cama



  

Desenhos de canto - 2010

Cubículo- aqui nós mora e faz exposição
aquarela e canetas s/ papel
aprox 50 x 40 cm cada metade do cubículo
aprox 40 x 40 cm  cada parte do telhado
2010
coleção particular

Fortaleza - aqui nós garante lei e ordem
aquarela e canetas s/ papel
aprox. 50 x 50 cm cada metade
2010



Jardim de Inferno: controle,violência, resistência - 2011

projeto para jardim de inferno: controle, violência, resistência
aquarela e nanquim s/ papel
75 x 130 cm (díptico)
2011

jardim de inferno: controle, violência, resistência
instalação
vasos de cerâmica, terra compactada, cimento e plantas
dimensões variáveis
2011

a instalação por outro ângulo


detalhe 1

detalhe 2

trabalho realizado na cidade de Cuenca, no Equador, durante o evento Cuartoaparte, para o projeto Huasipichay (http://www.huasipichay.wordpress.com/)

no ponto onde estou, compreendo o silêncio

no ponto onde estou, compreendo o silêncio
instalação: alvenaria, tinta, terra, plantas e desenho
220 x 700 x 800 cm
2011


a instalação vista de cima


vista de cima, por outro ângulo

detalhe da instalação


a pequena ruína - da série construindo ruínas

o grande rascunho para a pequena ruína
têmpera (cola branca e terra) s/ papel kraft
145 x 122 cm
2011


a pequena ruína
mini adobe (terra compactada e água)
38 x32 x 36 cm
2011

Tabuleiros de xadrez # 2, 3 e 4








Tabuleiro de xadrez # 2 - os reis não lutam entre si
objeto: madeira, cimento, argila, verniz e cera
40 x 40 x 10 cm
2011

Tabuleiro de xadrez #3 - O grande muro
objeto: madeira, cimento, argila, verniz e cera
40 x 40 x 10 cm
2011
coleção particular

Tabuleiro de xadrez #4 - o labirinto dos bispos
objeto: madeira, cimento, mini tijolos e cera
60 x 60 x 10 cm
2011
coleção Alfredo Setubal



Fragmentos do caderno vermelho - caderno de estudos para o projeto 'construindo ruínas'


anotações I
aquarela e nanquin s/ papel
40 x 30 cm
2011
coleção particular


anotações II
aquarela e nanquin s/ papel
40 x 30 cm
2011
coleção particupar

anotações III
aquarela e nanquin s/ papel
40 x 30 cm
2011
coleção particular

A casa sem paisagem - 2010

Texto de Renato Silva
Seja bem vindo. Abro a ti a casa construída sobre os cacos de minhas lembranças e esta se finca n`algum ponto entre o que me lembro e o que esqueço, todos os dias. Intervalos insistentes numa ausência que atrofia e se completa. Esgrouvinhada a alma.
Possivelmente tenha exagerado no desapego às complicações dos dias em troca da lucidez a qual me agarro e somente dessa maneira, consegui estabelecer o meu alicerce. Talvez como forma de entender o meio em que um dia não vivi, reverbero nesse cubículo, habitando-o, não alheio ao todo.
Não se enganem. Não há aqui qualquer solidão e tampouco aplicarei mísera força num músculo sequer, em busca do caos externo. Sou sabedor dos horizontes ralos que nos reserva essa falta de desejo. Acostumei-me a construir o nada. Lúcido, transparente.
O aconchego deste meu lar – isso o que se põe mais caro - tomou forma com o sentar dos tijolos. Um a um, na sutil leveza dos movimentos, apontam minha descompassada geometria, como marcadores temporais de infinitas memórias.
Varias são as incongruências por mim entendidas e vividas no passar dos dias. No movimento mais ousado, confronto-me em várias batalhas que se concretizam por não haver oponente qualquer. Não os culpo. São também minhas as impossibilidades dessa luta. Estranha síntese de um processo inteiro, composto do velado enfrentamento como forma de existência. Silencio-me e em troca construo o meu conforto.
Para além de qualquer espera, por hora, parto. Companheiros me saúdam a angústia e desejo em escalas indefinidas. Somente peço o cuidado para que não se esbarre nessa generosa hospitalidade. Há muito de mim aqui e o caminho mais indicado para que apreciem o conforto oferecido é a espera. Caso seja um visitante de boa ventura, encontra-me nesta ausência junto a ti. Vivendo e dissimulando.
Tome, é tua a casa. Use-a, pois, como bem entender. Tens a ela, tens a mim.
Não volto logo.

visão externa da galeria (anexo -Galeria Laura Marsiaj)

'paisagem', 'projeto para o aquário' e 'o tabuleiro de xadrez'



paisagem
tijolo, cimento e moldura de madeira
dimensões variáveis
coleção particular


O tabuleiro de xadrez - sobre a incapacidade de lutar
tabuleiro de xadrez adaptado, acrílico e água
40 x 40 cm
coleção particular



projeto para o aquário
aquarela, têmpera, caneta e nanquin s/ papel
110 x 80 cm
coleção gilberto chateaubriand








o aquário - sobre a lucidez da solidão
aquario de vidro, cimento, mini-tijolos, areia, terra, água e ficus
35 cm diâmetro x 25 cm altura
coleção gilberto chateaubriand

A porta e a janela - sobre a incapacidade de ver
e a impossibilidade de fuga



a janela - sobre a incapacidade de ver
têmpera s/ compensado e esquadria de janela de madeira
100 x 120 cm (fechada)




a porta - sobre a impossibilidade de fuga
têmpera s/ compensado e esquadria de porta de madeira
240 x 120 cm (fechada)

projeto para o berço
aquarela, naquin, têmpera e caneta s/ papel

110 x 80 cm
coleção gilberto chateaubriand





O Berço
vergalhão, madeira, areira, vaso de planta e ficus
250 x 160 x 100 cm
coleção gilberto chateaubriand

O Cubículo, o labirinto dos ímpios e o pé de feijão - 2010


esudos no caderno
21 x 29 cm


estudo para instalação
aquarela s/ papel
30 x 20 cm



instalação
tijolos, cimento, areia, água, pigmento vermelho, terra, miniatura de casa, pés de feijão.
150 cm diâmetro

18/05 - 05/07 - Experiencia Isleña; libertad (in) condicional - 2009

Eu não sou muito de escrever observações, ou explicações sobre meus trabalhos. Mas neste caso achei que merecesse umas anotações livres, para melhor compreensão de todos (mas quem não quiser ler, tem imagens mais abaixo):

Passei 42 dias em Buenos Aires, participando de um programa de residência chamado Arte in Loco com curadoria de Beatriz Lemos e Pablo Terra. O trabalho que desenvolvi estava extremamente ligado à minha experiência/vivência na cidade e à convivência com os outros artistas do programa. Aos poucos juntei livros que comprei na cidade, li e intervi com rasuras; desenhos que fiz das situações que me chamavam atenção na cidade, anotações e colagens que juntos viraram um livro artesanal; minha cama, que era meu único ambiente de privacidade; meu ténis, que foi aposentado na em Buenos Aires; fotografias que fiz de situações especificas da cidade... enfim, reuni tudo isso na galeria de forma que simulasse minha saída repentina, como se eu tivesse acabado de deixar o recinto.
De maneira geral os elementos deste trabalho discutem as liberdades e privações a que estamos sujeitos: as fotos são de apartamentos gradeados, praças gradeadas, túmulos gradeados, animais no zoológico; li o livro "Los Isleros" e nele fui riscando com uma caneta cada linha, cada página, uma a uma, deixando apenas algumas palavras e frases que de alguma maneira se referiam a questões como liberdade, prisão, guerra, o comportamento de um 'islero'...estas palavras que restaram, lidas de uma vez, dão outro sentido ao livro, um pouco mais poético; os desenhos e anotações de alguma maneira mapeiam ironicamente a arquitetura da cidade evidenciando os dispositivos de isolamento dos cidadãos, além de apresentar notinhas e panfletos de lugares por onde passei; a cama é de fato uma cama do hostel onde fiquei , e fiz questão de manter as adaptações realizadas para ter um pouco mais de privacidade e escuridão. Mas esta configuração, que consiste em utilizar cobertores como cortinas, tanto pode ser de uma viajante num hostel como de um condenado na prisão. Os prisioneiros fazem o mesmo em suas camas. Mas eu não vou ficar aqui falando muito. Vejam as imagens.

"Com intervenciones en libros comprados em las calles porteñas, Daniel sintetiza el sentimiento de soledad de un viajante (ou un islero) que tiene como único puerto seguro el lugar en el que reposa. De esta manera, la cama del hostel El Aleph se configura como un refugio al que el artista nos invita a entrar. Fotos y dibujos encuadernados como libro confidencian instantes passados aquí, como un diario de a bordo repleto de vestigios y resquicios de viaje."
trecho do texto escrito por Beatriz Lemos

agradecimentos a Joana Traub Csëko e Juliana Gontijo pelas fotos e a Loreto Garin, artista de BA que me ajudou a montar o livro.
Confiram mais sobre o Projeto Arte In Loco em: http://inlocoproject.blogspot.com/

Estudo para instalação
aquarela e caneta s/ papel
29,7 x 21 cm
2009

vista da instalação

detalhe do canto onde ficavam os livros,
o tênis e o desenho da instalação

detalhe de dentro da cama, onde os visitantes podiam
entrar e ver fotografias coladas na parede

detalhe de um canto da instalação com o tênis e os livros
Abaixo, imagens de alguns trechos do livro feito artesanalmente com originais em aquarela e colagens desenvolvidas durante o tempo que passei em Buenos Aires. (dos outros dois livros eu ainda não tenho imagem)



(capa do livro)

(trechos do livro)

(trechos do livro)


(trechos do livro)

Série das gaiola - 2008/09


Projeto para gaiola popular
aquarela e canetas s/ papel
100 x 70
2008
coleção particular


Projeto para gaiola convencional
acrílica, aquarela e canetas s/ papel
70 x 100 cm
2008
coleção particular

Projeto para gaiola luxo
aquarela e canetas s/ papel
100 x 70 cm
2008
coleção particular